Coluna Falando em Forró: O poder da mídia, o forró e a Calcinha Preta

 
Há 3 dias refletindo a respeito do poder da mídia e dos veículos de informações. Não é novidade que em todo meio há manipulação mas quando o galo canta na nossa janela o barulho parece mais alto (embora o bichinho tenha a mesma “voz”) e é difícil apenas contemplar, ficando calado! Incrível como essa história da saída de Silvania Aquino, indiscutivelmente uma boa cantora e lenda viva do forró, tomou proporções inimagináveis. Estamos no final do Carnaval Brasileiro e, pasmem, a internet forrozeira virou um festival de tristeza, likes, rumores e insatisfação com a possível saída da cantora dos vocais da ainda poderosa em termos de mídia, Banda Calcinha Preta. Diga-se passagem, a banda fez uma bela apresentação no Carnaval baiano enquanto o mundo se acabava na internet. Eu explico: depois de mais uma tempestade envolvendo Daniel Diau como novo antigo cantor da CP e que agora parece estar voltando aos poucos a música secular porém nunca rumo diferente do que estamos acostumados (sertanejo), a candidata da vez a deixar o grupo é a veterana Aquino e os “especialistas em boatos” garantem que agora vão juntar ela e o Diau no mesmo projeto. Será? Boatos surgiram de algum lugar distante além das montanhas e viraram pura apreensão no coraçãozinho do forrozeiro. O que podemos deduzir ou garantir em relação a tudo isso? 
Dedução: há movimentos constantes nos bastidores e ligações, o forró é um verdadeiro xadrez financeiro e um mercado extremamente complicado e corrupto em geral, cada semana surgem convites que se concretizam ou não mas que só são oficiais quando realmente são OFICIAIS isto é um contrato assinado, nota nas redes sociais, email pra imprensa, música lançada (não vale vazada) ou vídeo do próprio artista explicando. Há muita informalidade e caráter duvidoso no meio, não esqueçam disso. Sobre o caso em questão, embora os rumores sejam fortes mais uma vez, nada não foi oficializado ainda e independente do que cada um acredite só vai ser concreto quando confirmarem, tô errado? 
GARANTIA: a mídia influencia todo mundo e o público forrozeiro abraça mais boato que os eleitores de certos políticos (só consigo me lembrar do nosso calo eleitoreiro). Gente, segue o apelo, no melhor estilo “eu nunca te pedi nada antes, faz dessa vez”, parem de acreditar em tudo que lêem nos grupos de whatsapp, no instagram, grupos inflamados de facebook ou páginas sensacionalistas. A verdade sobre os fatos é uma só e uma vez que não responde as perguntas básicas “quem quando onde como e por que” embasada em provas reais em vez rumores ou fuxico, não é verdade jornalística. É especulação ou diversão sádica. Todo mundo gosta de burburinho e a imaginação em torno do que curtimos é algo de fato instigante mas o universo da notícia se descolore quando viramos indivíduos carentes por atenção, por seguidores e alguns podem se sentir tolos por acreditar em tudo e serem vulneráveis  aos delírios alheios. Cautela quando lerem alguma coisa e credibilidade aos que buscam informação, façam o possível para serem atentos e não se sentirem bobos! 
Diante mão, o forró não merece mais esse golpe de perder uma de suas estrelas para outro gênero musical mas se ela assim desejar que seja abençoada pelo mercado e pelo sucesso pessoal porque as vezes nossa felicidade e necessidade de novos desafios é maior que qualquer dinheiro, é amor próprio e a nossa história única. 
Meu respeito aos fãs da Calcinha Preta que sofrem com esse tsunami de informações e por frustrações decorrentes há anos. Sei que rolam muitas promessas, sei o que é gostar de um artista e o quanto é difícil viver o festival de incertezas que ronda. Torçam e sejam críticos com seus artistas, amor incondicional requer puxões de orelha mas não se desesperem pois  quando o assunto é qualidade vocês tem que ter o cérebro e a razão sobre a mesa! Empresários vivem de dinheiro, fã vive o produto artístico com o coração…
Minha opinião particular como forrozeiro é que vale tudo para o bem do forró. Não gosto do gênero sertanejo e não consumo duplas de sofrência, botecos, pool parties ou qualquer projeto que não contemplem nosso forró pé de Serra, estilizado, vanerão e até mesmo a pegada moderna mas que não fuja completamente do ritmo. 
Eu veria/vejo com muito bons olhos uma dupla forrozeira ou trio ou banda que defenda a música de qualidade sem apelações e que falem de outros temas além das cachaças, carro e fidelidade seja com Silvania Aquino, Daniel Diau, Solange Almeida, Peruano, Gabriel Diniz, Xand, João Bandeira, Zé Cantor, Gil Mendes, Lucy Alves, Luan Estilizado ou qualquer outro cantor Nordestino. Foco na qualidade, no sucesso do nosso ritmo e respeito aos nossos artistas, isso não tem preço e vem em primeiro lugar!
FONTE: PORTAL FORRO
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