Baby Som volta a Teresina e Cleene afirma: “hoje é salve-se quem puder”

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O público de Teresina esperou muito para matar a saudade de dançar um forró de qualidade. Esse jejum terminou na madrugada deste domingo (22) com a apresentação da banda cearense BabySom na casa de shows Água de Chocalho. Para muitos, ouvir os sucessos ao vivo do grupo fundado há 35 anos em Juazeiro do Norte foi como limpar os ouvidos, já que o Nordeste vive atualmente diante de uma celeuma musical.

“Realmente faz um tempão que a gente não vem aqui. Não lembro especificamente, mas já faz um certo tempinho que nós tivemos aqui em Teresina. Retornamos agora e espero o melhor do público”, disse Cleene minutos antes de subir ao palco.
A demora em voltar ao Piauí é fruto direto do atual momento vivido pelo forró. Bandas que tiveram apogeu nos anos 90 graças as letras fortes e envolventes, perderam espaço para o forró-sertanejo. Quem viveu a época áurea sabe bem o que isso significa.
“As coisas vão se modificando. Tudo na vida se modifica e o forró está hoje mais para a balada, sem muitas letras românticas, sem muita história”, afirmou Cleene ao Forró Dicumforça.
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Para a vocalista, considerada um ícone do forró nordestino, as bandas tradicionais sobrevivem hoje graças aos nomes que fizeram no passado. “As bandas que trabalham nesse sentido (romântico), nesse estilo, ficam um pouco sem espaço hoje, tanto que a maioria das bandas das antigas, elas sobrevivem mais com a questão do nome, do trabalho que fizeram, da história que fizeram antes, mas hoje está difícil, por que você mesmo fazendo uma música bacana, uma composição boa, você não tem espaço nas divulgações, nos meios de comunicação para trabalhar essa música. Está complicado. É salve-se quem puder”, revela.
Cantora ficou parada 4 anos e volta com todo gás
Resistir é a palavra de ordem na BabySom. O grupo está em constante evolução para continuar levando aos fãs o melhor do seu forró. Cleene, que esteve afastada por 4 anos, voltou para dar um gás na banda enquanto sua linha de frente é recomposta.
“Eu saí foi por questão de cansaço mesmo. Eu tinha decidido a parar, já que já fazia muito tempo que eu estava trabalhando na banda e meu corpo pedia uma parada. Eu passei quase 4 anos parada e tive que retornar agora por conta da saída da outra cantora. Já estou com 4 meses que retornei”, lembra.
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Questionada se já voltou ao ritmo de antes a resposta é rápida. “Aqui já nasceu com ritmo”, brinca.
E quem espera por novidades na Baby, deve aguardar mais um pouquinho. A banda está refazendo o CD que estava pronto na voz de Aline Ataíde, mas que ficou pelo caminho com a saída inesperada da cantora. “A gente tinha preparado antes um trabalho com a outra cantora que estava, mas infelizmente o trabalho já estava pronto, a cantora saiu e a gente vai ter que refazer esse trabalho. Aonde ela colocou a voz, a gente vai ter que colocar a minha ou da próxima cantora que vier”, explicou.
Sobre os fãs, Cleene agradece o carinho e reconhece que a história da banda se deve a eles. “Agradeço a cada um dos fãs. Se nós chegamos até hoje aqui, eles contribuíram para isso. A gente sempre faz o máximo para dar atenção a todos. Que Deus abençoe a cada um e que continuem a acompanhar a nossa história”, concluiu.
O show em Teresina da Baby Som teve ingressos esgotados.
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