“Não existe estabilidade no forró, existe dedicação”, diz Rainer Rylker

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Prestes a comemorar 10 anos na maior banda de forró do planeta, o Mastruz com Leite, o cantor Rayner Rilker comemora a boa fase na carreira e a experiência adquirida ao longo desse tempo. Discreto, mas com um talento invejável, é um dos cantores mais consolidados dessa nova geração. Desde que iniciou na música profissionalmente, só passou por uma banda, a Catuaba com Amendoim, antes de integrar o Mastruz. Em entrevista ao Forró Dicumforça, ele fala do respeito aos fãs, revela sua música preferida e deixa escapar possíveis novidades do grupo cearense, além de tocar em um assunto delicado: a estabilidade no meio forrozeiro.
Confira:
Forró Dicumforça – Como você começou sua carreira na música?
Rainer Rylker – Profissionalmente iniciou de 2005 para 2006 e a minha primeira banda de forró profissional foi a Catuaba com Amendoim, na empresa SomZoom. Porteriormente em 2007, eu iniciei na banda Mastruz com Leite. Então, já são mais de 10 anos vivendo da música profisisonalmente. Os meus primeiros registros cantando, tocando algum instrumento ou interagindo com a música eu tinha 7 anos de idade.
FD – Como você recebeu o convite para o Mastruz com Leite?
RR – O convite foi feito em janeiro de 2007. Fui convidado junto com Neto para integrar a banda. Meu primeiro show foi no carnaval daquele ano e desde lá faço parte da banda com muito prazer e orgulho.
FD – De que forma você avalia a responsabilidade de cantar em uma das mais tradicionais bandas do meio forrozeiro, por onde já passaram tantos nomes de peso?
RR – Cantar no Mastruz com Leite é uma enorme responsabilidade e nunca vai deixar de ser. Passaram grandes cantores que fizeram história e hoje continuam fazendo história com seus trabalhos solo. É uma enorme responsabilidade. Cada show é um desafio diferente, porque é muita cobrança, principalmente por parte dos fãs, de manter a qualidade sempre. A gente está falando de uma banda que começou todo esse movimento. É uma banda de 26 anos, tem tradição, história. Então, requer muito foco, muita responsabilidade ao interpretar as músicas que fizeram história. Você tem que ter respeito, primeiramente com os fãs. Eles querem ter dedicação dos cantores em tempo integral, principalmente no palco ao interpretar as canções. Pra mim é sempre uma enorme responsabilidade cantar no Mastruz com Leite e nunca vai deixar de ser.
FD – Qual a sua música preferida da banda?
RR – A música mais especial de todo o repertório do Mastruz se chama “Meio-Dia”. É uma música que me emociona muito sempre. Sempre dou o melhor mim para interpretar essa canção. Me toca muito, inclusive tem um registro em VHS da minha infância, eu acho que deveria ter uns 7 ou 8 anos, já eu cantando essa música. Então, é um caso de amor desde a infância. A letra, tudo me toca. É a mais especial. Tenho muito prazer e é uma honra sempre cantar.
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FD – Você participou do segundo DVD oficial da banda e de todos os CD desde então. Já são 9 anos no grupo. Como conseguir essa estabilidade em meio a tanto entra e sai de cantores, diariamente, no mundo do forró?
RR – Eu acredito que não existe uma estabilidade no meio forrozeiro, da minha parte existe uma dedicação, de interpretar as músicas, fazer o melhor possível em cada show. Já são 9 anos e 3 meses na banda. De lá prá cá, a minha dedicação só aumenta. O meu amor pela banda, o meu amor pelas músicas só aumenta. Estou no Mastruz com Leite porque antes de mais nada eu sou fã. Admiro o trabalho da banda, sua trajetória, então eu gosto de trabalhar no Mastruz com Leite. Tem gente que pergunta se eu não canso e eu digo que não e respondo que, antes de ser cantor eu sou fã. Existe um amor, um carinho. O que me mantém na banda esse período é a minha dedicação, antes de mais nada, Deus, que é o provedor de tudo, e minha dedicação. Eu me identifiquei e a minha voz se encaixa nos padrões. Qualquer trabalho é sua dedicação. O seu desempenho é que vai dizer se você passará 10, 20 anos em uma banda. Eu espero continuar o tempo que for preciso e necessário e o tempo que Deus estabelecer. Sou muito grato ao contive que Emanuel me fez.
FD – Foram publicadas algumas fotos da banda em estúdio, ensaiando. O que o Mastruz está preparando para os fãs no período junino? Os fãs vem cobrando CD novo, dvd novo… O que você pode adiantar de novidade pra gente?
RR – A gente está reformulando o repertório, é uma ideia da Rebeca, filha do Emanuel Gurgel. A discografia do Mastruz com Leite é imensa. São 46 CDs. A gente quer colocar algumas canções novas, entre aspas, que a gente pouco toca desse vasto repertório, e passar a tocá-las. Claro que não vamos tirar clássicos como Meu Vaqueiro, Meu Peão, A Praia, Razões. São canções impossíveis de ser tiradas, que marca muito a banda. Se tirar, os fãs enlouquecem. Algumas canções vão ser reformuladas, arranjos. Vão entrar alguns pout-pourris para encaixar o máximo possível. Estamos revendo o repertório. Em geral, a empresa está vendo outros projetos. Tem CD novo sendo trabalhado, acredito que DVD também. Daqui para o final do ano vêm muitas novidades.
POR RENAN SOARES
colaborou Hérlon Moraes DO FORRO DICUMFORÇA

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