Há 28 anos, o Brasil perdia Luiz Gonzaga

Esta é uma pequena homenagem ao Rei do Baião

Dois de agosto de 1989. Há exatos 28 anos o Brasil perdia um gigante. O Nordeste perdia o maior de seus representantes. Nós perdemos Luiz Gonzaga. Gonzaga, como diria Ariano Suassuna, 'Cumpriu sua sentença, encontrou-se com o único mal irremediável".
Nós ficamos com outros inúmeros grandes nordestinos, que continuaram levando nossa cultura para frente, mas nenhum deles era nosso Rei, nosso querido Rei do Baião. Aquela pessoa que a maioria de nós não conheceu pessoalmente, não foi sequer a uma de suas apresentações, mas que olhamos com um carinho sem igual.

Sabe aquela sensação de não conhecer uma pessoa, mas tratá-la como sua família? Mesmo que ela nunca saiba que você existe? Mesmo que a própria pessoa não esteja mais entre nós? Gonzaga era como o pai de todo o Nordeste. O Nordeste pode ser dividido entre antes e depois de Gonzaga. Nossa região era como um pequeno orfão, sem ninguém a quem recorrer, sem alguém que cuidasse, representasse e tentasse resolver os problemas, mas foi com Luiz, aquele menino que nasceu em Exu, que conseguimos voz.
Ele cantou a seca e toda a pobreza do Nordeste em uma de suas piores épocas. Fez o Brasil inteiro enxergar, ou melhor, ouvir, que o país não é feito apenas da parte de baixo do mapa.
Gonzaga era um cantor do povo. O que ele queria, mais do que todo o sucesso, fama e dinheiro que pode ter alcançado, era ver a sua gente feliz. Era ver um sorriso no rosto de um nordestino, era ver o povo dançar o seu Forró.
Gonzaga não cantou só os problemas da seca, ou a pobreza, ou a tristeza do Assum Preto. Ele também cantou o amor, cantou as belas paisagens do Nordeste, as nossas lendas e nossa cultura.
Gonzaga... Ah, Gonzaga. Quanta saudade! Mas para matar a saudade, podemos olhar pro céu, pois o remédio é cantar o voo da Asa Branca. Para matar a saudade a gente dança um pagode russo numa sala de reboco, ou então curte um São João na Roça, quem sabe até dançar= um Forró no escuro. Se nada disso der certo, vamos para um pé de serra, olhar o Luar do Sertão e viver uma vida de viajante.
Gonzaga é o Rei do Baião, mas mais do que isso, ele foi e sempre será o Pai do Nordeste.
FONTE: HUGO GUALBERTO/SUA MUSICA
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